Líder em procedimentos estéticos, o Brasil mudou a forma como encaramos a cirurgia plástica. Porém, ainda há pessoas que, embora queiram modificar a aparência, têm medo de passar pela anestesia por horas, enfrentar incisões mais profundas e lidar com as complicações do pós-operatório. Para esse público, uma alternativa interessante é passar por cirurgias plásticas minimamente invasivas. Com técnicas avançadas e instrumentos delicados, oferecem excelentes resultados, mas com limitações.
O paciente precisa saber, claro, que um procedimento minimamente invasivo não oferece o mesmo nível de mudança que uma cirurgia tradicional. Contudo, as cicatrizes são mínimas e a manipulação de tecidos é menor, o que permite um tempo de recuperação mais rápido. Algumas intervenções não necessitam de anestesia geral e, portanto, o paciente não precisa passar mais de um dia internado.
Neste post, você entenderá o que são e quais as principais cirurgias plásticas minimamente invasivas da atualidade. Continue a leitura:
O que são cirurgias plásticas minimamente invasivas?
Cirurgias plásticas minimamente invasivas são procedimentos cirúrgicos feitos superficialmente ou com menor profundidade quando comparados a intervenções mais profundas, como uma abdominoplastia ou uma mamoplastia de aumento. Aqui, a função costuma ser estética, embora um procedimento plástico também possa ser funcional.
Assim como ocorre com os procedimentos tradicionais, a cirurgia plástica minimamente invasiva necessita de incisões, porém com uma profundidade muito menor. Geralmente, o cirurgião faz diferentes cortes, mas de 0,5 cm a 1,5 cm de comprimento.
Seu grande diferencial em comparação às cirurgias tradicionais é não precisar de grandes incisões, anestesia geral prolongada e muito tempo de internação ou recuperação. Além disso, pode ser feita em ambiente ambulatorial ou hospitalar, dependendo de sua complexidade.
Quais são as cirurgias plásticas minimamente invasivas mais conhecidas atualmente?
Veja quais procedimentos necessitam de menos incisões, utilizam técnicas menos agressivas e, consequentemente, são de recuperação mais rápida.
Lipo HD
A lipo HD, lipo LAD ou lipoaspiração de alta definição é um tipo de cirurgia em que a retirada de gordura é menor e mais estratégica. Aqui, não há mudanças nos músculos ou na pele. O procedimento remove apenas o excesso de tecido adiposo que não foi eliminado por meio de uma alimentação regrada e exercícios.
Durante a lipo LAD, o cirurgião faz pequenas incisões na pele e insere cânulas finas. Tecnologias como vibrolipo, lipo a laser ou lipoaspiração ultrassônica auxiliam a soltar e aspirar a gordura.
Para dar efeito de abdômen definido, o cirurgião cria relevos com a gordura para evidenciar a musculatura abdominal já existente no paciente.
Lifting com PDO
Lifting com polidioxanona (PDO) é uma cirurgia plástica minimamente invasiva feita na qual o profissional insere fios finos e absorvíveis sob a pele para estimular o colágeno e promover um efeito de sustentação.
Os fios de PDO são utilizados em suturas cirúrgicas. Portanto, a paciente não precisa ter medo. Depois de inserido na pele, o produto estimula a produção de colágeno e promove o efeito lifting.
Embora a aplicação de fios de PDO não necessite de cortes ou pontos, o procedimento envolve a introdução de fios absorvíveis sob a pele com o uso de agulhas ou cânulas finas. Dessa forma, há penetração na pele, mas de forma leve e controlada, sem necessidade de cirurgia aberta.
Lipoenxertia facial
Também chamada de lipofilling facial, a lipoenxertia facial é a remoção de gordura de uma área do corpo para recolocá-la em áreas do rosto que precisam de volume ou rejuvenescimento, como maçãs do rosto, sulcos nasogenianos, olheiras e lábios.
Antes de fazer o reimplante, o cirurgião processa e purifica a gordura para garantir que apenas células saudáveis voltam ao corpo.
Na lipoenxertia facial, o cirurgião utiliza micro cânulas finas tanto para a remoção do tecido adiposo — que pode ser do abdome, coxas ou flancos — quanto para a inserção no rosto.
Por ser uma cirurgia minimamente invasiva, normalmente só necessita de anestesia local e sedação leve. Além disso, as incisões são pequenas e não deixam cicatrizes visíveis.
É comum que o médico extraia gordura além do necessário para a lipoenxertia facial. Portanto, esse tecido pode ser armazenado para retoques.
Lipoenxertia mamária
Sim, um procedimento nas mamas pode ser minimamente invasivo. Na lipoenxertia mamária, o cirurgião novamente retira gordura de outras partes do corpo. Mas, dessa vez, a reinserção ocorre nos seios.
O médico utiliza a gordura para aumentar um pouco o volume, corrigir assimetrias e dar a impressão de seios mais empinados. O tecido é reinjetado em camadas para criar um contorno mais natural.
Mas o volume de tecido não é muito grande, já que as incisões são muito pequenas (geralmente de 2 a 3 mm) e as cânulas são finas. Além disso, não há cortes extensos, nem colocação de próteses, portanto não há descolamento de grandes áreas de tecido.
O tempo de recuperação de uma lipoenxertia mamária é curto, e as cicatrizes são praticamente imperceptíveis.
Facetite com lipoaspiração
O facetite é uma técnica de rejuvenescimento facial que utiliza a radiofrequência bipolar para derreter a gordura localizada e contrair a pele do rosto e do pescoço. Durante o procedimento, o cirurgião introduz uma microcânula fina sob a pele, enquanto um sensor externo controla a temperatura e protege a superfície da pele.
O calor gerado provoca retração imediata da pele, estímulo de colágeno e melhora da flacidez facial.
Embora não seja por si só uma cirurgia, o facetite pode ser acompanhado de uma lipoaspiração feita com microcânula para retirar o excesso de gordura.
Cirurgias plásticas minimamente invasivas têm contraindicações?
Sim. Embora as cirurgias plásticas minimamente invasivas necessitem de incisões menos profundas e utilizem instrumentos delicados, ainda são procedimentos cirúrgicos que lidam com a manipulação de tecidos. Além disso, provocam sangramento — se a pessoa tiver algum problema de coagulação, a intervenção cirúrgica pode ser mal-sucedida.
No geral, não podem passar por uma cirurgia plástica quem tem:
- doenças cardiovasculares não controladas, como hipertensão grave ou insuficiência cardíaca;
- deficiência de vitamina K (que evita hemorragias e alivia os hematomas);
- distúrbios da coagulação ou uso de anticoagulantes sem ajuste adequado;
- infecções ativas (mesmo um simples resfriado pode adiar a cirurgia);
- doenças pulmonares, como asma descompensada;
- doenças autoimunes ou imunossupressão severa;
- diabete sem controle, que prejudica a cicatrização;
- insuficiência renal ou hepática importante;
- gravidez em andamento;
- cardiopatias.
Como visto, há uma série de cirurgias plásticas minimamente invasivas disponíveis atualmente. Suas incisões têm menor profundidade e exigem cânulas muito mais finas. Contudo, há um certo limite do que pode ser feito com esse tipo de procedimento.
Seja minimamente invasiva, seja mais complexa, você deve procurar um profissional qualificado para fazer sua cirurgia plástica. Por isso, conte com o Dr. Flávio Favano, que tem mais de 30 anos de experiência e aprendeu com o Dr. Ivo Pitanguy tanto as técnicas quanto o trato humanizado com o paciente.
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